Diversidade possibilita engenharia à serviço da sociedade

Diferentes vivências trazem novas perspectivas sobre os problemas a serem enfrentados por meio da tecnologia

A Escola Politécnica (Poli) da USP realizou, entre os dias 10 e 12 de abril, o 1° Encontro Latino-Americano de Engenharia e Sociedade. A primeira mesa-redonda, sobre “Territórios Sustentáveis”, foi composta por palestrantes de diversas formações e origens. María Hernández, do Ingeniería Sin Fronteras Argentina, Verônica Puga, do Ingeniería Sin Fronteras Chile, e Simone Maria Magalhães, do Movimento Sem Terra, apesar de diferentes atuações, debateram sobre sustentabilidade e ressaltaram a importância do tema, principalmente quando se trata do desenvolvimento de comunidades em áreas de vulnerabilidade.

As palestrantes defenderam que, para alcançar uma melhoria na sociedade, é necessário ter um olhar voltado para a sustentabilidade, diversidade, compreendendo as diferenças culturais, as dificuldades econômicas e buscando a inclusão social. Para isso, o trabalho em comunidades requer a reciprocidade e colaboração dos membros comunitários e dos engenheiros em ação. Os profissionais devem desenvolver projetos sustentáveis que possibilitem a autonomia da comunidade, em especial para a produção de alimentos saudáveis. Desse modo, a formação da carreira de engenharia necessita dessa nova perspectiva. “A universidade é responsável para que o engenheiro se volte aos problemas sociais”, comenta María Hernández.

Sobre o evento – O 1º Encontro Latino-Americano de Engenharia e Sociedade foi promovido pelo Engenheiros Sem Fronteiras (núcleo de São Paulo) e pelo Escritório Piloto da Poli-USP, com o objetivo de promover o debate sobre a atuação da engenharia nos problemas sociais com foco no programa de cidades sustentáveis proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU).  O evento contou com o apoio da diretoria da Escola Politécnica, do Fundo Patrimonial Amigos da Poli, e do programa Poli Cidadã, e terá mesas redondas, minicursos e uma visita à Ocupação Nove de Julho.

Organizadores – O Escritório Piloto é um laboratório interdisciplinar de extensão universitária, fundado em 1953 e vinculado ao Grêmio Politécnico, que desenvolve projetos de extensão popular e de cunho socioambiental. O Engenheiros Sem Fronteiras, núcleo São Paulo, é uma organização da sociedade civil que tem como missão promover o desenvolvimento humano e sustentável por meio da engenharia”.