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Disciplina de empreendedorismo da Poli-USP aposta em metodologia inovadora, mentores e parcerias com mercado

“Objetivo é oferecer experiências realistas e capacitar estudantes para atuarem em diversas etapas da cadeia empreendedora”


A disciplina de Empreendedorismo e Inovação (PMI 3817), ofertada na Escola Politécnica (Poli) da USP, foge ao modelo tradicional de aula e propõe uma dinâmica ativa de aprendizado. Com sua primeira edição realizada em 2020, na optativa os estudantes desenvolvem projetos de startups focadas na resolução de problemas factuais da sociedade, e se aproximam de uma  experiência real do mercado.

Ao longo das aulas Giorgio de Tomi e Antonio Muscat, professores responsáveis pela disciplina, os estudantes são acompanhados pelos mentores, profissionais com uma longa trajetória no mercado, que avaliam os projetos e apontam para os estudantes quais os melhores caminhos para seguir na construção das startups. Ao todo, cerca de 130 estudantes e mais de 20 mentores integram a disciplina, que é oferecida na modalidade online.

O modelo inovador de aulas, que chega a sua 5° edição este ano, chamou a atenção de empresas do mercado. O ecossistema Great People, a produtora de celulose Suzano, considerada pelo Valor a empresa mais inovadora do país, a Poli Angels, associação de investidores anjos formada por politécnicos formados, e a B3, Bolsa de Valores Brasileira patrocinam a disciplina e a apoiam por meio da oferta de mentorias. 

O professor Giorgio de Tomi explica que os objetivos centrais da “jornada da startup” são potencializar a criação de inovações e praticar as competências necessárias para trabalhar no ambiente de empreendedorismo.

Reconhecimento

Com objetivo de reconhecer o esforço dos estudantes, no último ano, a Poli Angels organizou a primeira edição do Pitch Night Startups, um evento no qual investidores avaliam as startups desenvolvidas na disciplina e premiam as iniciativas que mais se destacam.

Na ocasião, Rubens Machado, presidente da Poli Angels, falou sobre a importância do momento na trajetória das startups rumo ao mercado. “O momento [das apresentações] é desafiador, os estudantes têm que encarar um palco, apresentar o melhor para conseguir expor a ideia e vender o conteúdo. É uma experiência única. A vida do empreendedor começa assim, pequena, e em algum momento ele encontra um caminho para melhorar a vida de milhares de pessoas.

 

“A vida do empreendedor começa assim, pequena, e em algum momento ele encontra um caminho para melhorar a vida de milhares de pessoas”

 

Visita a Bolsa de Valores


Como resultado da parceria com a Bolsa de Valores Brasileira (B3), os estudantes que apresentaram o projeto final de suas startups foram convidados a visitar a sede da B3, localizada em São Paulo. Um dos objetivos foi apresentar a financiadora como uma possibilidade de carreira para os grupos.


Sobre a aproximação com o mercado, que permeia toda a trajetória dos alunos, o professor Antonio Muscat celebra o contato com nomes experientes da área. “Além da aproximação com entidades do mercado, também propicia a experiência de conviver com os mentores que apoiam a disciplina, os quais são profissionais com grande experiência em gestão e em cargos executivos junto às maiores empresas do País.”


Os alunos ressaltaram o rico arcabouço de conhecimentos adquiridos durante a visita. Para Fernanda Cesar da Silva, estudante de Engenharia Elétrica, “ter a oportunidade de estar na B3 foi uma experiência incrível, que me permitiu vivenciar de forma prática como ser uma estudante da Escola Politécnica abre portas significativas”.

 

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